| Governo anuncia auditoria em bombas contra cheia na marginal Tietê | |||
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O governo de São Paulo e a prefeitura farão na próxima semana uma auditoria no sistema anti-inundação da marginal Tietê para atestar a situação das bombas de sucção em dias de chuva forte e dos muros de contenção de enxurrada.
A medida foi anunciada na quinta-feira (10) pela secretária de Saneamento e Energia da gestão José Serra (PSDB), Dilma Pena, dois dias após as enchentes que alagaram as pistas das marginais. "As equipes técnicas vão lá vistoriar, rigorosamente, todos os equipamentos. Não podemos deixar a população com essa dúvida. Como essa coisa [as suspeitas de falha] está recorrente, vamos fazer uma auditoria rigorosa, em conjunto, para dirimir essa dúvida", disse. As 26 bombas que existem na marginal são monitoradas por Estado e prefeitura sob as pontes das Bandeiras, Anhanguera e da Casa Verde, com a atribuição de retirar a água que se acumula nas pistas quando chove. A secretária nega ter informação de que as bombas que ficam na marginal Tietê falharam, mas alega que a auditoria visa eliminar as suspeitas para "tranquilizar" os moradores. Na tempestade desta semana, que deixou São Paulo praticamente ilhada, um dos agravantes foi a pane em uma das quatro bombas na Usina Elevatória de Traição, na marginal Pinheiros, cuja função é reverter a trajetória do rio para ajudar no combate às cheias. Também houve problemas no sistema de escoamento da ponte das Bandeiras --onde houve a queda de um muro de contenção de enxurrada e a suspeita de falha na bomba. Além de fazer um check-up no sistema de escoamento, a secretária também anunciou que os estudos sobre a "vida útil" da calha do rio Tietê serão refeitos. O governo paulista afirmava até 2005 que novos transbordamentos ocorreriam em intervalos de cem anos após a conclusão do rebaixamento do rio --terminado em 2006. Isso justificaria um investimento de R$ 1,7 bilhão. Desde então, porém, houve três transbordamentos (dois deles neste ano) e a gestão Serra já não descarta novos. "Com um clima maluco como está, pode voltar acontecer", admitiu ela. Segundo Dilma Pena, antes mesmo das enchentes desta semana já estava marcada uma reunião que deve discutir esse tema na próxima segunda. "Eu ainda não posso dizer que o dimensionamento da calha está ultrapassado. Estamos passando por um período climático muito atípico", disse.
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