| Novo responsável pela política dos EUA para a América Latina visita Brasília nesta segunda-feira | |||
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De acordo com o Departamento de Estado americano, a agenda de Valenzuela inclui debates e consultas com representantes do governo e da sociedade civil sobre democracia, segurança, promoção social, melhorias na economia e as condições políticas nos países do Mercosul. Durante entrevista coletiva na última sexta-feira (11), ele afirmou que o objetivo da viagem é apresentar-se e "discutir com nossos parceiros objetivos comuns, escutar e conversar". No entanto, o governo americano não divulgou detalhes sobre estas conversas.
Também na sexta-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, criticou o "flerte" da América Latina com o Irã. Hillary se referia às recentes visitas do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, Bolívia e Venezuela. Valenzuela chegará ao Brasil pouco depois do governo de Luiz Inácio Lula da Silva manifestar sua "decepção" pela falta de resultados da política positiva para a região anunciada por Obama na Cúpula das Américas, em abril. Além disso, ele deve enfrentar oposição de todos os países que visita a respeito da crise política em Honduras. Em um comunicado conjunto divulgado na terça-feira passada (8), Mercosul e Venezuela manifestaram desconsideração pelas eleições na nação da América Central, que elegeram o conservador Porfirio Lobo no último dia 29. Os EUA reconhecem o resultado como legítimo. Outro tema que pode representar um entrave são as sanções a Cuba, que historicamente distanciam os EUA da América Latina. O secretário-adjunto já alertou que pretende abordar o assunto com cautela. Nascido no Chile e filho de mãe americana, Arturo Valenzuela ocupa o cargo que pertenceu a Thomas Shannon - atual embaixador dos EUA em Brasília - durante o segundo governo de George W. Bush. EUA criticam "flerte" com IrãA chanceler dos Estados Unidos, Hillary Clinton, criticou na última sexta-feira (11) a aproximação dos países da América Latina com o Irã, país que classificou como "um dos maiores promotores e exportadores de terrorismo no mundo de hoje". Indicado ao cargo pelo presidente americano Barack Obama, ele tem passagem por Washington como subsecretário assistente para Assuntos Interamericanos no primeiro mandato do ex-presidente Bill Clinton, quando foi responsável pela formulação da política dos EUA para o México. O período foi marcado pela criação do Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio). A política neoliberal dos EUA, no entanto, provou ser extremamente impopular na América Latina. Além de sua atuação na política, Valenzuela também possui uma respaldada carreira acadêmica. É doutor em ciência política pela Universidade de Columbia e diretor licenciado do Centro de Estudos Latino-Americanos da escola de relações internacionais da Universidade de Georgetown. Antes, foi diretor do Conselho Estudos Latino-Americanos da Universidade de Duke, na Califórnia, e professor visitante em Oxford e Sussex, na Inglaterra; em Florença, na Itália; e em duas universidades chilenas. É especialista em política do Chile, México e do Cone Sul. Em 2000, foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. *Com informações da AFP |


