| SPFW - Segundo dia do evento traz vestido feito de mesa de madeira | |||
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Samuel Cirnansck fechou a maratona com peça inspirada em inglês do século XVII
Foto por AgNewsO penúltimo look do desfile de Samuel Cirnansck foi um vestido com uma mesa de verdade acoplada Na sequência, os faviona se deslocaram para a FAAP ondeReinaldo Lourenço, com atraso de uma hora, mostrou como seus estudos da Cabala influenciaram na sua criação. As modelos usavam as tradicionais fitinhas vermelhas no braço, que simboliza proteção na religião judaica. Os looks eram extremamente trabalhados, como os vestidos que misturavam babados, plissados e pedraria. Sem contar a forte influência do militarismo, presente principalmente nas peças de alfaiataria, camisas e calças com bolsos utilitários. De volta à Bienal, a grife Maria Garcia mostrou coleção inspirada na banda de rock alternativo dos anos 90 Cake. E para curtir o som do grupo, a cliente da marca empresta peças do guarda-roupa do namorado – os paletós e jaquetas no estilo boyfriend, amplas e compridas, foram quebradas com toque de micro shorts ultra femininos. Tudo isso pintado de pink, dourado e rosê. O quarto desfile do dia teve a top Isabeli Fontana na passarela abrindo a apresentação de Alexandre Herchcovitch. O estilista aposta em pedrarias e brilho, inspirado nas mulheres do universo folk do leste europeu. Vestidos casacos e saias de crochê rodadas dividiam espaço com a meia calça arrastão, que também virou luva ou segunda pele por baixo de casacos. As estampas étnicas, os paetês gigantes e até o xadrez, em padronagem grande, brilharam. Na Cori, o ponto de partida da coleção é Edith Head, figurinista do cinema norte-americano da década de 60. Ela serve de inspiração para casacos e vestidos de silhueta ampla, que fazem contraponto com macacões e calças justas. Alguns vestidos e saias eram levemente ajustados na barra, o que criava um efeito balonê. Bonita as tramas artesanais que apareceram em vestidos, coletes e casacos. Na penúltima apresentação do dia, Eduardo Pombal mostra sua primeira coleção para a Forum sem a presença de Tufi Duek, fundador da grife. O inverno 2010 da marca traz blusas, regatinhas e camisas transparentes que nunca estão muito próximas ao corpo. Já o couro preto é trabalhado nas saias de forma que elas fiquem armadas, como uma caixinha. Tudo com muitas fivelas, alças e um quê minimalista. Há ainda calças de montaria em jacquards e patchworks pretos, bonitos paetês cacos-de-vidro e saias com aplicações de pedacinhos de couro. O neoprene é dublado com seda e usado em vestidos godês bem armadinhos. O dia termina com um mundo de lindas princesas de Samuel Cirnansck. E nessa temporada de inverno 2010, elas vêm do século 18, mais precisamente o ano de 1756, quando Thomas Chippendale se destacou com uma coleção de mobiliários inspirados em desenhos franceses, chineses e góticos. As referências ao artista inglês são mais claras nas longas caudas com apliques de almofadas de capitonê, principal recurso de estofado utilizado por Chippendale. O estilista também se esmera numa alfaiataria impecável em vestidos justos com casacos pregueados e recortes assimétricos, além de um rico trabalho de moulage para criar camadas acentuadas de saias volumosas. Destaque para o penúltimo look do desfile: um vestido-corselet que traz uma mesa de verdade acoplada. Quase surreal. |


